terça-feira, 7 de julho de 2015

O Relações Públicas e o Terceiro Setor

Por Indianara Matos e Luane Toledo

O Terceiro Setor é somente uma das áreas em que o RP pode atuar, sendo assim, realizamos uma entrevista com Maria Lúcia Bettega, uma profissional formada que auxilia o Mão Amiga, um projeto social desenvolvido em nossa região. A baixo segue a entrevista, com as explicações necessária para seu compreendimento. 

  • O que é o terceiro setor?

O terceiro setor se constitui de organizações, não pertencente à esfera estatal, formadas pela iniciativa privada, sem fins lucrativos, que atua em prol do bem comum. A constituição das organizações que pertencem ao terceiro setor visa o trabalho social, diversificado, e tende a agregar, também, enquanto mão de obra, o voluntariado.
O crescimento do terceiro setor, no Brasil, coexiste com os dois primeiros, tradicionais: o primeiro setor, aquele no qual a origem e a destinação dos recursos são públicas, e o segundo setor, correspondente ao capital privado [empresas de geração de lucro], sendo a aplicação dos recursos revertida em benefício próprio. Entre as organizações que pertencem ao terceiro setor, podem-se destacar às organizações não governamentais, fundações e institutos empresariais, associações comunitárias, entidades assistenciais e filantrópicas, entre outras instituições sem fins lucrativos.

  • O que é responsabilidade social nas organizações?

Incialmente se entende necessário definir etimologicamente o termo. Resumindo o que diz o Instituto Ethos, a responsabilidade social é um processo relacionado a questões específicas de tempo e espaço, de evolução de pensamento e de práticas relacionadas a situações circunscritas a determinados organismos, envolvendo os sistemas econômicos, políticos e ambientais. Ou seja, é um processo dinâmico, pois segue os movimentos do meio social, no qual se entrecruzam diversos fatores de ordem econômica, política, social, ambiental e cultural, envolvendo os diversos segmentos da sociedade cidadãos, consumidores, organizações públicas ou privadas, comunidades etc.
No contexto organizacional, a responsabilidade social envolve todos os níveis de públicos, incluindo a alta direção. Como já diz a expressão, é ser responsável pela conduta própria e pelo convívio em grupo, ou seja, pelo ambiente social que neste caso se estende aos espaços público e privado.
É importante trazer a questão de que o ambiente privado é o prolongamento do ambiente público, pois aos se definir os públicos de uma organização, na atualidade, se inclui ao público interno, os familiares. Logo, o compromisso [responsabilidade] social com a organização envolve todos os comportamentos do cidadão, sendo ele de cunho público ou privado. Resumindo, a Responsabilidade Social Organizacional está intimamente ligada a uma gestão ética e transparente que a organização deve ter com suas partes interessadas, para minimizar seus impactos negativos no meio ambiente e na comunidade. É necessário, aos gestores organizacionais, despertar em seus públicos, uma maior consciência social, o que é traduzido pela responsabilidade social demonstrada, que pode ser dividida em dois níveis: o nível interno relaciona-se com os trabalhadores e, a todas as partes afetadas pela empresa e que, podem influenciar no alcance de seus resultados. O nível externo são as consequências das ações de uma organização sobre o meio ambiente, os seus parceiros de negócio e o meio em que estão inseridos.

  • Como o profissional de Relações públicas se insere nos projetos sociais?

Como frisado nas questões anteriores, a responsabilidade social é a consciência das organizações de que elas têm uma função social, que visa ao desenvolvimento da sociedade como um todo. E uma das partes não tangíveis que a organização precisa trabalhar. Neste contexto, o profissional de Relações Públicas aparece como uma profissão integradora, de interesses e necessidades, baseada nas relações entre públicos e instituições em geral. Ainda, este profissional contribui e muito com as empresas a cumprirem sua parte na construção de um espaço de trabalho socialmente responsável, pois ele sabe que as relações interpessoais são as que promovem o crescimento da organização.
Outros fatores que são inerentes a este profissional e contribuem na condução de projetos sociais, que podem se classificar como propostas de Responsabilidade Social, são de ordem estratégica. Ou seja, o profissional de relações públicas, com sua visão estratégica, ajuda as organizações a se posicionarem perante a sociedade, demonstrando qual é a razão de ser de um projeto social. Esta visão é possível pelo conhecimento que ele [o Relações Públicas] tem sobre as formas de olhar para cada tipo de público. 
Ainda, como função estratégica, as relações públicas abrem canais de comunicação entre a organização e públicos, em busca de confiança mútua, construindo a credibilidade e valorizando a dimensão social dos projetos, por meio de uma visão macro, não estabelecendo relações somente com uma área ou um meio social, mas transitando em diferentes áreas e espaços sociais.



segunda-feira, 6 de julho de 2015

OS 4 R’s das Relações Públicas

Por Carine Nicola

Criado pelo professor Manoel Marcondes Neto, os 4 R’s são uma ferramenta de trabalho para os profissionais de Relações Públicas e, ainda, contribui para que outros profissionais compreendam a base da profissão.
Os quatro R’s são o Reconhecimento, Relacionamento, Reputação e Relevância.
Abaixo entrevista com o Marcondes que fala um pouco sobre a profissão de Relações Públicas e a Teoria dos 4 R’s:
- Quais as maiores dificuldades que enfrenta um Relações Públicas nos dias de hoje? E as facilidades?
As dificuldades estão relacionadas à profusão de coisas a comunicar ou sendo comunicadas ao mesmo tempo. Está cada vez mais difícil "passar um recado" diferenciado. As facilidades estão relacionadas à internet - o que tornou possível a cada pessoas ou organização criar, além de seus próprios conteúdos, seus próprios canais de comunicação com seus públicos. 

Sobre os 4 Rs é uma necessidade de mercado, ou você sentiu falta de uma teoria mais específica na docência?
O composto das "Relações Públicas Plenas" - os 4 "Rs" - não é uma tese, uma teoria. Sua inovação - se assim podemos considerar - é um "novo olhar", pelo viés das demandas - de pessoas e organizações -, para o potencial da área de Relações Públicas, a qual, no Brasil, tem um estatuto acadêmico-profissional muito mais amplo que aqueles praticados em outros países, quase sempre relacionados apenas a "relações com a mídia".

- Os 4 Rs têm relação com os 4 Ps do marketing?
Sim, o composto de Marketing ("marketing mix"), ou 4 Ps do Marketing, de Jerome McCarthy, inspiraram-me a criar o composto dos 4 Rs das Relações Públicas Plenas. 

- Quais as dificuldades encontradas para desenvolver esses conceitos?
As instâncias surgiram como fruto de discussões didático-pedagógicas e pesquisa de campo junto a 100 executivos nos estados de São Paulo, Rio e Janeiro e Minas Gerais.

- Quais as facilidades?
Os profissionais que participaram da pesquisa e da discussão são de alto nível, e isto facilitou os achados. 

Como você definiria o perfil do profissional de Relações Públicas, a partir da aplicação dos 4 Rs?
Um gestor "360 graus" da comunicação institucional - de pessoas e organizações.

Conheça mais sobe os 4 R’s:
http://www.rrpp.com.br/rrpp.php

http://www.rrpp.com.br/campanha.php

Eventos: estratégia das Relações Públicas

Por Marieli Reis

Os profissionais de Relações Públicas dentre tantas atividades, também atuam com a organização de eventos. Essa atividade possui diversas classificações. Cabe ao RP inserir o evento na tipologia adequada em consonância com a organização para qual trabalha e o público-alvo que deseja atingir.

Tipologia de eventos:

*Eventos sociais: sem caráter comercial – almoço, coquetel, noivados;
*Eventos profissionais: de caráter profissional, promovido por empresas ou entidades – desfiles, leilões, visitas institucionais;
*Eventos oficiais: cerimonial – inaugurações, homenagens e premiações;
*Eventos técnico-científicos – congressos, fóruns, workshop, convenção, feira;
*Eventos artísticos – exposição, mostra;
*Eventos culturais – concurso, entrevista coletiva, formaturas,
*Eventos religiosos – batizados, conclaves, casamentos.

Abaixo, entrevista com Grasiela Argenta - Analista de Comunicação da FSG - Faculdade da Serra Gaúcha 

*Qual a importância de um profissional de Relações Públicas na organização de um evento?
O profissional de Relações Públicas planeja, executa e acompanha todas as etapas do evento, com maior eficiência, garantindo seu sucesso, sempre zelando pela boa imagem da empresa. Ele possui conhecimento sobre legislação, decretos, regras e normas de cerimonial e protocolo. Este profissional também está preparado para lidar com tranquilidade e profissionalismo, com os imprevistos que, mesmo com planejamento, eventualmente ocorrem durante o evento.

*Qual a primeira providência para se organizar um evento?
Planejamento. É importante definir os objetivos do evento, orçamento necessário, público-alvo, data e local a ser realizado, recursos humanos, recursos materiais, financeiros, divulgação, cronograma de trabalho.

*Quanto tempo de antecedência o evento deve ser programado?
Depende do porte do evento. O importante é fazer um bom planejamento do evento, estabelecendo o cronograma de atividades, contratar bons profissionais para garantir o sucesso do evento.

*Quais as características de um profissional que trabalha na área de eventos?

O profissional responsável pela organização de eventos deve ter educação, compromisso ético, discrição, tranquilidade e segurança para contornar as mais diversas situações e acima de tudo, bom-senso. Precisa manter a aparência, pois esta dá uma resposta inicial às expectativas de confiabilidade [roupa, andar, gestos, tom de voz].

Por quê golfinho?


Por Aline dos Reis e Jociele Muller

No dia 21 de março de 2003 o Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP escolhe o Golfinho Rotador como símbolo dos profissionais de Relações Públicas no Brasil.
Mas por que um golfinho?
De acordo com informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Animais - IBAMA, o Golfinho Rotador é conhecido como uma das espécies mais comunicativa e sociável dos mamíferos. Tem um comportamento social bastante complexo, apresenta dois sistemas de comunicação: o oral e o aéreo.
O aéreo é compostas por batidas e saltos com partes do corpo na superfície da água. Estas batidas produzem turbulências bastantes características quando o animal retorna a água, os movimentos aéreos mostram o comportamento dos grupos e estão relacionados ao ciclo dos golfinhos. Por não possuírem cordas vocais sua comunicação oral é reproduzida através de sons, assobios e cliques, sendo o ultimo associado a um tipo de código Morse.
Sendo o golfinho o ícone da profissão de Relações Públicas, esta representação se dá pelo perfil destes profissionais comportarem facilidade de comunicação, trabalho em equipe e criatividade, tem iniciativa e são ágeis. Assim como os golfinhos possuem uma facilidade de comunicação e são expert em estratégias, porém em âmbitos diferentes.

Precisa de um UP? Chame um RP!



Por Evelise Pessoa e Vanessa Perozzo

O profissional de Relações Públicas é conhecido pelo seu dinamismo, criatividade, pró-atividade e predisposição em adequar-se aos mais variados públicos e situações. Percebe-se que este possui características empreendedoras.
Atitude, liderança, ousadia, flexibilidade, ideias criativas e inovadoras são alguns dos diferenciais do responsável pelas Relações Públicas da empresa, para que as metas e objetivos organizacionais sejam alcançados. 
Para o comunicador, é fundamental ter conhecimento nas áreas de planejamento, marketing, administração, informática, línguas, facilidade de relacionamento, bom texto e deter cultura diversificada para ter foco no cliente e no desenvolvimento de negócios.
Atuar no mercado com criatividade, liderança e atitude estratégia e comunicação é um diferencial que empresas e clientes esperam de um bom profissional. Este procura arriscar, porém investindo em pesquisa, planejamento e execução, para que as chances de obter êxito sejam maiores. Possui uma visão estratégica, trabalham com comunicação persuasiva, tem direção e dedica-se ao máximo para que seu trabalho seja valorizado e incentivado pela organização.

Segue abaixo a entrevista com Taís Venz, graduada em Comunicação Social - Relações Públicas pela UCS com Pós-Graduação em Gestão e Docência Universitária pela FTEC e Pós-Graduação em Gestão da Comunicação Empresarial pela Faculdade Anglo-Americano. É gerente executiva da Associação Serrana de Recursos Humanos - ARH Serrana.

O que faz um profissional de Relações Públicas?
O RP é um profissional polivalente e estratégico. Trabalha a comunicação estratégica (interna e externa) de uma organização, organiza eventos, realiza pesquisa e diagnóstico, e planeja estratégias para definição de metas e resultados organizacionais, trabalha no gerenciamento de crise e etc. Um profissional que precisa estar atento ao mercado e sua diversidade podendo ajudar tanto num processo de crise, como também  de estabilidade.

Quais são os campos de trabalho da profissão de Relações Públicas?
O profissional pode atuar em todos os segmentos: indústria, comércio e serviços. Pode prestar assessoria na área de comunicação. Trabalhar em entidades de classe, órgãos públicos, enfim, a área de atuação é vasta. O profissional é que deve demonstrar para estes públicos a importância de seu trabalho. Além disso, qualquer profissional deve trabalhar para gerar constantemente espaço para sua atuação.

Para você quais são as características do profissional de RP?
Ser dinâmico, autêntico e principalmente conhecedor da área que estará trabalhando. Estudar a fundo a organização que estará representando. Saber de suas metas e objetivos. Fazer parte do negócio. Falar a língua do empresário.

O que é essencial no profissional de Relações Públicas?
Não ser acomodado. Estamos num momento de grandes mudanças em nossa sociedade na era digital. O profissional de RP tem que buscar conhecimento sobre estas novas ferramentas (facebook, twitter, instagram e etc). Trabalhar com estas tecnologias será essencial para a afirmação do Relações Públicas no mercado de trabalho.




Relações Públicas: Como tudo começou


Por Vanessa de Camargo Subtil

A imagem das organizações perante a sociedade sempre esteve em pauta. Os empresários buscando lucro e a satisfação do cliente. Os funcionários, um bom ambiente para exercer suas funções, além de bons salários. Porém, a relação entre o público interno e externo demorou a ser compreendida.
Desde muito cedo, os trabalhadores já se uniam para mostrar sua força e lutar por seus direitos, se rebelando contra as práticas das corporações industriais. Uma das greves mais marcantes aconteceu nos Estados Unidos, esta deu origem à lei que regulamenta a jornada e também o Dia Internacional do Trabalho, comemorado em 1° de maio. Após este fato, os sindicalistas começaram a perceber o quanto era importante trabalhar a opinião pública para conseguir o apoio da população em seus interesses e obter êxito nos conflitos de classe.
Desta forma, os empresários compreenderam a importância e a necessidade de esclarecer ao público suas atividades. Para tanto, foi preciso desenvolver um trabalho institucional direcionado aos meios de comunicação de massa, através de uma figura especialista que compreendesse tanto seus públicos internos quanto externos para o bom funcionamento das organizações.
Nessa época, o jornalista Ivy Lee, já demonstrava grande interesse sobre o mundo dos negócios e das corporações. Então, em 1906, junto a George Parker, um agente de imprensa, abriu a Parker e Lee Associates. Em 1914, Lee começou sua carreira como consultor pessoal de John D. Rockfeller Junior, grande empresário do setor petrolífero. Um dos homens mais odiado no mundo dos negócios, acusado de mandar atirar contra os trabalhadores de sua empresa durante uma manifestação.
O trabalho prestado à família Rockfeller foi melhorar a imagem pessoal do empresário perante a sociedade, o incentivando a investir em ações filantrópicas. Ivy Lee obteve sucesso total nesta ação frente à opinião pública, alcançando mudanças no comportamento pessoal de John Rockfeller, alterando sua figura para um homem preocupado com a humanidade, que fundou além de organizações filantrópicas, centros de pesquisas, hospitais, universidades e concedeu bolsas de estudos.
Mas o que muitos não sabem é que antes de Ivy Lee, as Relações Públicas tiveram a grande contribuição de Edwuard Bernays, o sobrinho de Freud é considerado o pai dessa ciência. Defendia princípios polêmicos como a noção de que a manipulação consciente e inteligente das ideias das massas era fundamental à democracia. Criador também da propaganda moderna, que vende valores ao invés de funcionalidade. O consultor de relações públicas era a interface entre os desejos de seus clientes e o grande conjunto de instintos irracionais das massas. Sempre ligado a questões políticas dos EUA, em 1917 foi contratado para criar uma campanha que influenciasse os americanos a apoiar a entrada de seu país na primeira guerra mundial.  E em apenas seis meses, através de suas ações, Bernays conseguiu com que os americanos repudiassem o povo alemão.
Já no Brasil, o primeiro Departamento de Relações Públicas, foi criado em 1914, e pertencia a uma companhia canadense chamada The Light and Power Co. Ltda. O setor tinha como objetivos cuidar das relações da empresa com seus clientes e dos contatos com autoridades municipais e estaduais. Eduardo Pinheiro Lobo, diretor do departamento, foi considerado, em 14 de junho de 1984, o pioneiro das Relações Públicas no nosso país.
Com o avanço industrial e a implantação da Companhia Siderúrgica Nacional na cidade de Volta Redonda (RJ), na década de 40, a profissão de Relações Públicas se firmou efetivamente no Brasil. Com o estímulo à entrada do capital estrangeiro para o parque industrial brasileiro na década de 50, as grandes empresas passaram a exigir competência e preparo profissional, o que ocasionou a expansão da profissão.
Assim, no dia 21 de julho de 1954, foi fundada a Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP), e, em 1967, ocorreu a fundação do curso por Cândido Teobaldo de Souza Andrade, na Universidade de São Paulo. Porém, o maior acontecimento ainda estava por vir. No mesmo ano a Lei n° 5.377, declara a designação “Profissional de Relações Públicas” e o exercício das respectivas atividades como privativos dos bacharéis diplomados no curso de nível superior, reconhecidos pelo Conselho Federal de Educação conforme explica Claudia Moura em seu livro Histórias das Relações Públicas: fragmentos da memória de uma área. .
O Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas (CONFERP) foi criado em 1969, com a finalidade de orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão em todo Brasil. Já em 1971 entraram em funcionamento os Conselhos da 1° a 4° Região Conrerp, tendo como finalidade regular a profissão dentro da sua região.
Hoje, a profissão Relações Públicas ganhou visibilidade e deferência. Empresas estão investindo na contratação de profissionais formados para gerenciar crises de imagens, além de trabalhar tanto com o público interno, quanto o externo. Esta profissão passou a compor os organogramas das organizações e é vista por grande parte dos gestores como uma profissão de suma importância no quadro de funcionários.